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Palavra Pastoral

MANIFESTANDO O FOGO DE DEUS!

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TEXTO : I Rs. 18. 18-40

Introdução:


Estamos falando nestes dias sobre avivamento, sobre a explosão da glória. Mas como de fato isto acontece, em que condições isto acontece, quais os caminhos que devem ser percorridos para que um avivamento aconteça em uma cidade.
A minha preocupação é de falarmos sobre este tema e a igreja dizer não queremos. Seria a mesma coisa que ensinássemos tudo sobre navegação, sobre bússola, rotas marítimas, radar, uma aula completa sobre navegação e no final você dizer não quero conquistar o mar.
Assim acontece sobre avivamento, temos que desejar de fato manifestar a glória de Deus através da nossa vida.
Não queremos apenas ter momentos de êxtases espirituais, mas de uma vida intensa em Deus para impactar esta cidade manifestando o fogo de Deus.
Fomos criados com o propósito de adorar o nome de Jesus Cristo, e podemos ser comparados com altares de adoração, criados para oferecer a Deus uma oferta agradável, um culto racional.
Porém existem algumas atitudes que são necessárias para que um altar ofereça louvor perfeito, e obtenha resposta dos céus.
O propósito de Deus é que alcancemos uma intimidade tal, a ponto de “cair fogo dos céus”, no momento em que a Ele clamarmos como ocorreu com o profeta Elias, que travou uma grande luta com 450 profetas de Baal.
Embora já conheçamos a história, faz-se necessário analisar algumas atitudes importantes executadas pelo profeta:

1ª. Atitude é que...
É necessário definir qual é o seu Senhor (I RS. 18.21)


E Elias se chegou a todo o povo, e disse: Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-o; mas se Baal segui-o.
O povo, porém, não lhe respondeu nada.
• Elias é um grande nome – significa Yahwéh é DEUS.
• Elias foi profeta no século IX a.C.
• Seu ministério foi dedicado ao reino do norte – Israel.
• Elias vivia nas montanhas de Gileade e seu ministério se desenvolveu no período do rei Acabe e sua esposa Jezabel, quando estes governavam o reino do norte com mão forte.
• Jezabel havia introduzido a idolatria entre o povo erguendo altares ao deus Baal; práticas pagãs e bruxarias eram desenvolvidas neste período; ela mandou exterminar os profetas do Senhor porque cria que a seca desse tempo era conseqüência da ira de Baal sobre estes profetas.
• Todas estas coisas acenderam a ira de Deus, que enviou Elias para um confronto; afim de que o povo, mais uma vez, soubesse quem era o verdadeiro Deus.
• O profeta Elias convidou o povo a escolher entre seguir a Deus ou seguir a Baal.
• Baal era o deus sol, responsável pela germinação e crescimento da lavoura, o aumento dos rebanhos e a fecundidade das famílias.
• Em tempos de seca e de peste, sacrificavam-lhe vítimas humanas (o primogênito) para apaziguar sua ira. (2 Rs. 16.3; 21.6; Jr. 19.5)
• Ainda hoje, muitos querem “viver” com Deus, mas não querem renunciar outros deuses paralelos em sua vida.
• Em Mateus 16.24, Jesus diz para renunciarmos a nós mesmos, para segui-lo.
• Devemos renunciar nossas riquezas, e entregá-las nas mãos de Deus.
• Devemos renunciar nossos desejos carnais.
• Renunciar o pecado.
• Renunciar até pessoas, e entronizar Deus em nossa vida.
• Não é vontade de Deus que estejamos no meio termo, afinal, Jesus perguntou: como podemos servir a dois senhores?

2ª. Atitude é que...
Devemos escolher o cordeiro certo e buscar o fogo de Deus
(I RS. 18.23)


Dêem-se-nos, pois, dois novilhos; e eles escolham para si um dos novilhos, e o dividam em pedaços, e o ponham sobre a lenha, porém não lhe metam fogo; e eu prepararei o outro novilho, e o porei sobre a lenha, e não lhe meterei fogo.
• Elias orientou o povo a escolher o cordeiro (bezerro) a ser sacrificado e a não colocar fogo no sacrifício.
• João Batista apontou Jesus Cristo como o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo (Jo. 1.29).
• Certamente o Cordeiro de Deus foi despedaçado por nossas transgressões, e levantado no madeiro por nossas culpas.
• Jesus Cristo é o cordeiro, e nós somos o altar.
• Altar não funciona sem cordeiro.
• Elias disse ao povo que não colocassem fogo, pois o fogo deveria vir do Deus verdadeiro, podemos colocar lenha, mas quem coloca o fogo é Deus.
• Que não sejamos enganados buscando fogo que não é o genuíno fogo de Deus.

3ª. Atitude é que...
Devemos invocar o nome do Senhor (I RS. 18.24)


Então invocai o nome do vosso deus, e eu invocarei o nome do Senhor; e há de ser que o deus que responder por meio de fogo, esse será Deus.
E todo o povo respondeu, dizendo: É boa esta palavra.
• Elias propôs ao povo que ao invocarem o seu deus, o que respondesse por meio do fogo esse seria Deus, e todo o povo se agradou daquela palavra.
• Hoje muitos ao ouvirem a Palavra de Deus se agradam, porém não tomam a decisão correta no final.
• Invocar a Deus consiste em humilhação do homem e exaltação do Senhor, porém se não for feito de coração, não se obterá resultado.
• "Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças; este é o primeiro mandamento”. (MC 12. 30)

4ª. Atitude é que...
Devemos restaurar o altar quebrado (I RS. 18.30)


Então Elias disse a todo o povo: chegai-vos a mim. E todo o povo se chegou a ele. E Elias reparou o altar do Senhor, que havia sido derrubado.
• Não sabemos o que foi quebrado no nosso coração, mente vida.
• O pecado destrói o altar original e a tendência humana é remendar.
• Deus quer quebrar o vaso e construí-lo novamente.
• O altar refeito por Elias seguia exatamente os mandamentos de Deus.
• Assim deve ser nossa vida (nosso altar), exatamente de acordo com as definições da Palavra.
• O pecado destrói o altar, mas o arrependimento é um grande passo para que Deus conserte.
• O fato é que altar defeituoso não pode abrigar o cordeiro.
• Quando Elias se deparou com a resposta do Senhor, imediatamente reconheceu que o Senhor é o mesmo ontem, hoje e será eternamente e que ele (Elias), era apenas seu servo.
• Que sejamos como Elias e façamos o nome do Senhor conhecido como o Verdadeiro Deus, restaurando o altar e apresentando um sacrifício agradável a Ele.
• No momento em que o Senhor consumir nosso holocausto, todos conhecerão que só Ele é Deus!

Conclusão Podemos notar a diferença entre a conduta dos adoradores de Baal e a de Elias. Com eles: fanatismo, histeria, esforço físico; com Elias: serenidade, confiança, desprezo dos recursos dos idólatras, ao mesmo tempo em que não hesita em tornar ainda mais difícil as condições em que Deus vai vencer.
Todavia, para que o fogo de Deus se manifeste em primeiro lugar é necessário definir qual é o seu Senhor, em segundo lugar escolher o cordeiro certo, em terceiro lugar invocar o nome do Senhor e em quarto lugar restaurar o altar quebrado, e, então, o Senhor se manifesta com fogo.


Por Pr. Manoel
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