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Legislativo de Ribeirão Pires vota nesta terça venda de rua no Centro
  enviado em Tue 02 Feb 2010 (19 lidos)
Prefeito Clóvis Volpi planeja usar recursos em obras de reconstrução do município depois de fortes chuvas



A Câmara de Ribeirão Pires vota hoje, na primeira sessão do ano, polêmico projeto do Executivo que pede autorização para comercializar a Rua Domingos Mejias Morgado, localizada em área central da cidade. O valor estimado é de R$ 1,5 milhão.

Em novembro de 2009, a matéria sequer entrou para a pauta por ter causado, além de surpresa na Casa e população, dúvidas inclusive dos vereadores da bancada da situação. Na época, o prefeito justificava a venda para "construção de três creches e zerar o déficit de crianças na lista de espera".

Agora, a justificativa do prefeito Clóvis Volpi (PV) é por conta dos deslizamentos que causaram três mortes e colocaram Ribeirão Pires na lista dos municípios em estado de alerta da Defesa Civil Estadual.

Apesar de o chefe do Executivo ter declarado dias atrás estado de calamidade pública em Ribeirão Pires, a nova discussão em torno da matéria cheira polêmica à vista na Casa. Porém, se depender do líder do governo, Gerson Constantino (PV), o projeto deve ser aprovado. "A situação hoje vivida no município é totalmente diferente daquele momento. O destino é outro", defendeu o verde.

O que não é o mesmo entendimento do colega de bancada Saulo Benevides (PV), desafeto declarado de Volpi. "O prefeito está sendo demagogo ao justificar a venda desta rua para solução do problema. Ele deveria é respeitar as famílias que perderam vidas e casas. O seu interesse pela venda não é de hoje", rebateu Benevides, ao declarar seu voto contrário.

A Prefeitura de Ribeirão Pires não respondeu ontem aos questionamentos do Diário. Procurado no gabinete e pelo celular, o prefeito não deu retorno à reportagem.

Para o presidente da Câmara, Edson Savietto, o Banha (PDT), a população será beneficiada com a venda do lote - cerca de 1.400 m². "Até o momento eu não achava a venda necessária, mas com a situação da cidade acho que o quadro muda. O dinheiro irá para questões de obras de infraestrutura e para o aluguel social. Temos necessidades urgentes", disse.

O líder de Volpi na Câmara, no entanto, descartou o aluguel social com a comercialização da rua. "A implementação desse benefício viria de outros recursos. Apresentaremos amanhã (hoje) uma emenda, com o aval do prefeito, para que o dinheiro seja investido nas obras de infraestrutura e em equipamentos da Defesa Civil", reforçou Constantino.

Benevides acrescentou que se trata apenas de uma "desculpa" de Volpi. "Ele pode remanejar o dinheiro para obras antienchentes de outras secretarias, como Gabinete e Comunicação. E no local construir escola ou unidade de Saúde", afirmou.

DESVIO - O desvio de finalidade de recursos não foi visto com bons olhos pelo advogado Alberto Rollo. "Ao mudar o objeto, o prefeito confessa que nenhum dos motivos alegados é adequado para modificar a venda", afirmou. Rollo ainda ressaltou que "rua é bem de uso público e comum. A Prefeitura não pode vender".

A audiência pública prevista pelos vereadores para discussão da comercialização da rua, pelo visto, é página virada na Casa.


Fonte:dgabc
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